No penúltimo domingo de outubro a Igreja Católica celebra o “Dia Mundial das Missões”. Desde pequeno ouvi histórias heróicas de missionários que deixavam a pátria para anunciar o Evangelho a povos que ainda não conheciam a Jesus Cristo e ainda não eram batizados em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Com entusiasmo escutava a vida de famosos missionários, contada por minha irmã Dorotéia. Entre eles está São Francisco de Assis, que não temia os sultões islâmicos e lhes anunciava o Evangelho da paz e da fraternidade (paz e bem!). Francisco é hoje muito admirado pelo seu amor às criaturas, como aparece no “Cântico do Irmão Sol”.
Outro missionário que me impressionou é São Francisco Xavier. Quando vou a Paris, sempre visito a igreja de Montmartre (o Monte dos Mártires), onde Francisco Xavier se uniu a Santo Inácio de Loyola e com outros quatro companheiros, se consagraram a Deus, dando início à Companhia de Jesus.
Aos 35 anos Francisco Xavier percorreu a Índia, a Málaga, as Molucas. Costumava dizer: “Se não encontrar um barco, irei a nado”! Criou o primeiro núcleo de cristãos do Japão. Morreu aos 46 anos, à beira-mar, enquanto aguardava um barco para a China.
Há também Santa Teresinha do Menino Jesus, que nunca saiu do Carmelo de Lisieux (na França), mas costumava rezar pelos missionários e oferecia sua vida pelas missões. Foi declarada padroeira principal das missões. Pois o ardor missionário reside no íntimo mais profundo da alma.
Um teólogo amigo lembrou que “somos conclamados a sermos missionários e discípulos do senhor no ônibus, na praça, no clube, no comércio, em casa, na escola, no trabalho e em todo lugar por onde andamos e com quem convivemos. Ser cristão dentro do espaço religioso é fácil; o desafio é ser cristão no hodierno de nossa vida”.
Não podemos esquecer nossa Igreja Irmã de Sinop e Diamantino, onde nossos padres diocesanos criaram muitas paróquias e seis deles continuam nas frentes missionárias do Nortão do Mato Grosso, ao lado de nossos bispos Dom Gentil Delazari e Dom Canísio Klaus.
Neste final de semana acontece em todo mundo a COLETA para as Missões. É um modo de nos comprometermos com o anúncio do Evangelho aos povos que não conhecem a Jesus Cristo e não receberam o batismo.
Sempre lembrando que missionários devemos ser todos, cada qual em seu lugar, com seus dons e suas possibilidades.
Dom Sinésio Bohn
Bispo de Santa Cruz do Sul
15/10/09.