Toda vez que uma nuvem mais escura aparece no céu, tanto o agricultor quanto o consumidor, já sabem: vem alta nos preços dos alimentos. Mesmo produzindo em larga escala, o Rio Grande do Sul ainda precisa da colaboração de outros estados para manter o mercado abastecido. E nesse troca-troca de mercadorias, quando algum item sobre no mercado, quem sente é o consumidor.
Dessa vez e, de novo, as hortaliças foram as principais responsáveis pela alta dos alimentos, cuja variação passou de 1,16% para 1,95%.
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na semana encerrada no domingo, 7, ficou em alta de 0,88%, taxa 0,20 ponto percentual maior que a apurada na última divulgação, informou a Fundação Getúlio Vargas nesta segunda-feira.
De acordo com o professor e doutor em economia, Silvio Arend, quando tem aumento de preços o consumidor tem duas coisas para fazer ?ou reduz o consumo ou troca por produto mais em conta, assim consome menos. Se ela está decidida a comprar vai pagar a mesma coisa, mas vai levar menos?, destaca Arend.
Segundo a FGV, entre os alimentos, o ritmo de alta dos preços aumentou em 17 dos 21 itens componentes. O item Hortaliças e Legumes (4,55% para 8,19%) respondeu por mais de 50% da variação desta classe de despesa.
Também contribuíram para o avanço do IPC-S os seguintes grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,43% para 0,47%), Habitação (0,33% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (-0,02% para 0,07%) e Despesas Diversas (0,37% para 0,42%).
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