Depois de um período de ritmo lento devido à crise econômica mundial, a economia gaúcha retomou o caminho e começou a crescer novamente. As importações, de produtos como óleos brutos de petróleo aumentassem 81% em fevereiro de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009, somando US$ 1,1 bilhão.
De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, a expansão da produção e do consumo estão impulsionando as compras externas. ?É um forte indicativo que este movimento deverá acelerar, principalmente na área de importação de matérias-primas e bens intermediários?, declarou.
É, mas nem tudo são flores. Enquanto o Estado comemora o aumento de importações o mercado de exportações está praticamente parado. As exportações tiveram uma pequena retração de 0,1% e somaram US$ 875 milhões em fevereiro, ou seja, se comparado ao mesmo mês de 2009, as coisas não estão muito bonitas.
O que contribui bastante para essa desaceleração, foi o tímido resultado de 76% nas vendas dos produtos básicos. Além disso, a colheita da soja começou somente na segunda quinzena de fevereiro e seus embarques deverão repercutir no fim deste mês.
Responsável por 98% das vendas externas do Rio Grande do Sul, a indústria alavancou em 4,2% essas exportações. Os setores que mais contribuíram para o avanço foram Metalurgia Básica, Químico, Materiais Elétricos e Couro e Calçados.
Sendo que o principal destino dos produtos do Estado em fevereiro foi a Argentina, que comprou 11,9% do total exportado, um incremento de 18% frente ao mesmo mês do ano passado. Já os segundo, terceiro e quarto maiores compradores reduziram seus pedidos: Estados Unidos (-28%), Paraguai (-16%) e China (-37%), respectivamente.
Na contramão economia brasileira recua pela primeira vez depois de mais de 15 anos
Depois de muitos anos, adormecido sem nenhum problema aparente para resolver o Produto Interno Bruto, foi sacudido por um terremoto após a divulgação dos resultados obtidos pela economia brasileira em 2009.
Ainda assim, o Brasil continua sendo a oitava maior economia do mundo, atrás de países como os Estados Unidos, num posto incontestável mesmo após os abalos econômicos que sofreu.
Na esteira da retomada do último trimestre de 2009, o resultado deste ano deve ser bem diferente, com expansão acima de 5%.
Com uma retração de 0,2% no ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) verde-amarelo mostrou o impacto do terremoto nas finanças mundiais em 2009, mas também a capacidade de retomada do Brasil, um dos grandes que menos sofreu os efeitos da crise global.
Embora tenha vindo com sinal negativo, o resultado de 2009 é encarado mais como de interrupção do crescimento do que como encolhimento, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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