No atual momento político, escandalizado pela apropriação indevida de dinheiro público por agentes políticos, o Judiciário gaúcho dá o exemplo de como fazer isso legalmente. Ao ordenar o pagamento de valores referentes a diferenças salariais baseadas na isonomia entre poderes e registradas entre setembro de 1994 e fevereiro de 1998, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Léo Lima beneficia cada magistrado gaúcho em média com R$200 mil. Em dezembro, o Tribunal de Justiça encaminhará à Assembleia Legislativa o pedido de aumento salarial para a magistratura.
A atitude chocou deputados tanto do governo quanto da oposição, pois este pagamento trará um ônus de R$ 300 milhões ao Estado somente este ano. Um valor duas vezes maior do que a base salarial da Brigada Militar contestada pelo Executivo e quase três vezes maior do que o total do aumento pedido pelo Cepergs para os professores . Com certeza, a atitude tomada pelo Poder Judiciário atrapalhará a tramitação do pedido de aumento.
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