A noite de quarta-feira, 21, foi marcada por um crime acontecido no Edifício São Lucas, na Rua Marechal Floriano, 145. O funcionário de uma fumageira, Astor José Eisermann, 50 anos, foi morto, dentro de seu apartamento, por asfixia (esganadura) após violenta luta corporal.
Vizinhos ouviram barulhos e chamaram o porteiro, que interfonou para o apartamento 305, tendo como resposta do possível criminoso que o dono, Astor, estava no banho. Alguns minutos depois, não conseguindo mais contato com a vítima, o porteiro acionou a Brigada Militar.
Os policiais entraram no apartamento com a ajuda de um chaveiro e encontraram muito sangue no local, especialmente no banheiro e no único quarto. A vítima estava com vários ferimentos, principalmente na cabeça.
Na sala foram encontrados itens que indicam que os dois homens haviam comido xis e bebido cerveja. Inclusive grande parte dos ferimentos da vítima foram provocados por uma provável garrafada na cabeça. Objetos foram colhidos e encaminhados para a perícia.
O delegado Menezes recolheu no local uma câmera fotográfica digital de Astor, onde imagens indicam homossexualidade e, portanto, um possível crime passional. "Em algum momento da noite, houve desentendimento entre a dupla, que iniciou a violenta luta, terminando com a morte de Astor", conta.
"É muito provável que o criminoso também tenha saído ferido da luta", afirmou o delegado, complementando com a informação de que pingos de sangue foram vistos na garagem do prédio. Durante a tarde de ontem, Menezes trabalhou com diversos suspeitos, nenhum se confirmando. Em segunda análise no apartamento, foram encontrados filmes pornográficos homossexuais e diversos indícios do fato no computador da vítima e em seu perfil em redes sociais.
O suspeito, segundo a polícia, é de estatura baixa, com idade entre 20 e 25 anos. Ele saiu do prédio dirigindo o veículo da vítima, um Fiesta Hatch preto, placas INK 1167, que até o fechamento dessa edição continuava desaparecido. Não houve registro de passagem do carro em nenhuma das praças de pedágio do município. As investigação continuam.
O enterro de Astor, que é natural de Vera Cruz, é na manhã de hoje, no cemitério católico da localidade de Vila Progresso.
Segundo caso de homicídio no prédio
O Edifício São Lucas já foi palco de um homicídio em maio de 2008. Na época, Vânia Lenara de Oliveira, de 30 anos, foi morta a pauladas por um jovem com quem dividia o apartamento.
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