Na última sexta-feira, 23, o pai do motorista que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães, prestou depoimento de seis horas, no Rio de Janeiro. Roberto Bussamra, disse em depoimento que os policiais que abordaram o automóvel Siena, de cor preta, do seu filho na saída do túnel exigiram R$ 10 mil para liberar o veículo.
Quando o veículo chegou à 15ª Delegacia Policial na quarta-feira, 22, estava com a frente destruída. Os dois policiais que haviam parado Rafael Bussamra logo após o atropelamento foram afastados por suspeita de irregularidade. No depoimento, Roberto teria contado que a viatura que abordou o carro de seu filho foi com ele até uma rua lateral. O pai do motorista foi chamado ao local e os PMs pediram a propina para não encaminhar o rapaz à delegacia. Como não tinha a quantia no momento, Roberto combinou de se encontrar com os policiais na manhã seguinte.
Roberto cumpriu o combinado e foi ao encontro dos PMs no centro do Rio de Janeiro. Ele conta que após dar R$ 1.000 aos oficiais recebeu uma ligação de sua mulher, dizendo que a vítima do atropelamento havia sido o filho de Cissa Guimarães e que o menino havia morrido. Transtornado, Roberto Bussamra foi embora, sem pagar o resto do dinheiro aos policiais.
Na quinta, 23, o mecânico Paulo César Gentile disse à polícia que Roberto chegou com o carro em sua oficina às 8h30min da manhã de quarta e pediu pressa, pois usaria o carro para trabalhar. O advogado de Cissa Guimarães, Tecio Lins e Silva afirmou a revista VEJA que houve adulteração de provas.
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